Se comenta sobre quais os fatores que influenciam a maneira de europeus e americanos jogarem Counter-Strike. O jogo é baseado em desempenho individual e coletivo, aonde a equipe que melhor se adapta as mudanças tende a ter um rendimento acima dos outros.

Em tese, o time que trabalha com maior perfeição o map pool, os novos metas, o controle de recoil e porque não, as modificações sonoras, triunfa e galga degraus no ranking mundial.

Nesse mundaréu de novidades, encontramos as equipes que são classificadas como tier 1 e 2. As equipes tier 1 são compostas por jogadores acima da média, que inovam e alteram a configuração "padrão de se jogar" CS. Já as tier 2, beiram a similaridade e buscam nas equipes top, uma maneira de melhor desempenhar o seu próprio jogo.

É neste ponto que a diferença entre as equipes europeias e norte americanas se distinguem. Enquanto a Europa possui cerca de oito equipes capacitadas para renovar a forma de se jogar, os Estados Unidos tem quatro, na melhor das hipóteses cinco. Essa diferença na quantidade de equipes tier 1 faz com que o cenário europeu siga mais forte na briga por títulos mundiais, vide as oito equipes Legends para o próximo Major em Atlanta, aonde seis são da Europa.

São elementos temporais, que fazem da Europa o verdadeiro polo do CS. De bate pronto, já se nota a aptidão no surgimento de novas equipes, visto que a proximidade dos países e o número muito maior de jogadores, facilita o enfrentamento e evolução de todos. Os qualificatórios são extremamente acirrados e todo ano surge uma nova equipe destaque.

Seguindo o raciocínio, nota-se que a infraestrutura e apoio a times são de longa data, fazendo com que o jogo e eventos sejam verdadeiramente valorizados. Os times americanos também recebem um forte apoio financeiro, mas o orgulho de se tornar o melhor da América já parece ser suficiente para eles.

E por fim, a rivalidade, aonde equipes querem realmente levar o troféu para casa, pois nada gera mais crescimento interno e externo do que um bom clássico e a Europa tem vários.

Apesar de os últimos anos terem sido de extrema competência e o fator rivalidade ter extraído o máximo dos americanos -com a exportação dos brasileiros e consequentemente a "perda" de vagas em campeonatos mundiais-, parece que o cenário atingiu o seu limite. A diferença na qualidade de jogo entre times do primeiro e segundo escalão é gritante. Equipes como NRG, Echo Fox e Selfless não tem a mínima condição de serem comparadas com o tier 2 do velho mundo, aonde encontramos Mousesports, Faze e FlipSid3, com passagens constantes por majors.

Uma rápida análise projeta muito mais potencial na Europa e os Americanos ficam dependentes de boas atuações de Liquid, Cloud9 e Optic, visto que Sk Gaming e Immortals tem sangue brasileiro. Fator de orgulho para nós, pois sem esta inclusão, sem dúvida os americanos ainda seriam taxados como times para completar tabela.

O cenário estadunidense ainda cresce, mesmo em passos menores que os últimos dois anos. Mas a diferença na quantidade de equipes realmente preparadas para vencer majors seguirá por um bom tempo no domínio dos europeus.