A coluna de hoje será um pouco diferente de todas as quais já fiz. Pretendo descrever em primeira pessoa nas próximas linhas um pouco de tudo que pude vivenciar durante a ESL Pro League Season 4: Finals em São Paulo. Procurarei fazer da forma mais sucinta, em tópicos, para não ficar uma leitura maçante.

CHEGADA:

Logo na chegada ao Ginásio do Ibirapuera, notei um número grande de seguranças. Esse sem dúvida foi um dos fatores positivos do evento e apesar de não ter notado a necessidade de intervenção por parte deles em momento algum, vi que as revistas e checagem de mochilas eram constantes na entrada do ginásio.

ORGANIZAÇÃO:

A ESL mandou bem em alguns pontos e pecou em outros. Os jogadores gringos e a equipe técnica reclamaram bastante das condições de trabalho. Questões como cabine acústica e dificuldade de acesso à internet foram os destaques, mas como estamos no Brasil e sabemos das dificuldades de acesso a wi-fi e redes móveis e o fato da ausência da cabine ajudar a torcida a inflar ainda mais o ginásio, podemos considerar como um 'chororô' a parte. É claro que são pontos a serem estudados e melhorados para o futuro.
O aspecto positivo foi a possibilidade de G3X e BigGods mostrarem a força do CS nacional. Oportunidade única para os jogadores, a final trouxe uma pitada ainda mais brasileira ao evento e mostrou que potencial de exportação de equipes nós temos, mas o que queremos são mais eventos no Brasil e porque não, dedicados a jogadores brasileiros, vide entrevista do KNG à CSTV.

TORCIDA:

A torcida foi um show a parte. Desde a última vez que fui a um estádio de futebol -e pra ser sincero já nem me lembro mais quando- eu não vi uma torcida tão dedicada e participativa. Era um apoio total as equipes brasileiras e apesar da Immortals não ter passado da fase de grupos, a 'tietagem' e o suporte aos jogadores não paravam.
Apesar das vaias aos times de fora, o que pode até ser considerado normal do brasileiro, a torcida se portou muito bem, aplaudindo inclusive os campeões.

SK GAMING:

Excelente participação dos jogadores da SK no torneio. Infelizmente o título não veio, mas houve uma sessão tumultuada de autógrafos e haja segurança pra acobertar os meninos, era no mínimo um para cada jogador e como a vaga na semi-final já havia sido garantida no dia 28, o sábado foi o momento perfeito para dedicar um tempo ao público que sempre os apoiou, mesmo distante.

PONTO FRACO:

Não sei se é da própria concessão do Ginásio do Ibirapuera ou se a organização tem alguma influência nisso. Mas os valores aplicados nas bebidas vendidas dentro do ginásio eram absurdos, uma garrafa de água de 300 ml a cinco reais e uma cerveja lata a dez reais.
Nas imediações do ginásio, a comida dos food trucks também estavam com o preço salgado, complicado para quem pretendia passar o dia inteiro curtindo o evento.

VENDAS DE ACESSÓRIOS:

A SK, GFallen e a NTC deram aula de marketing com este evento. Com toda certeza conseguiram atender o público presente e venderam muito.
Senti a ausência de um marketing maior por parte das equipes 'gringas', apesar da logística ser complicada, sem dúvida alguma venderiam muitos acessórios se também tivessem uma loja no evento.

CONCLUSÃO:

Em uma visão geral, tudo ocorreu bem, mas acredito que estamos distantes de um Major no Brasil. Precisamos passar por maiores experiências como a DreamHack e um novo evento da ESL. Dai sim, com melhoras, teremos condições de sediar um Major.