O título da coluna causa ambiguidade e é essa realmente a intenção. O e-sport já é fenômeno nacional a um certo tempo, mas no último ano tornou-se muito maior.

O crescimento é tanto que atrai investidores de todos os cantos. O último deles foi o próprio fenômeno, ex-jogador de futebol, Ronaldo Nazário comprou ao lado de Akkari, do poker, parte dos direitos da CNB e-sports Club.

O investimento dará sustentabilidade para o negócio no início, mas como todos sabem, ninguém coloca dinheiro da onde não pode tirar retorno. E é realmente esse o intuito da coisa. Com o mercado em constante evolução e o apadrinhamento dos jogadores, os investimentos e patrocínios que hoje apoiam ambos, tendem a ver com outros olhos os games.

Em outras palavras, não foram Ronaldo e Akkari, com apenas o capital financeiro que decidiram investir nos e-sports. Foram Ronaldo e Akkari, atletas destaques em seus esportes, com novas ideias, experiência e principalmente acobertados por patrocinadores de grande poder financeiro para abraçarem a causa.

Patrocinadores muitas das vezes que tem seus produtos relacionados com o âmbito eletrônico e ao contrário da dupla não viram essa porta se abrir com tal magnitude, muito embora fizessem alguns pequenos testes, tentando obter retorno precoce em uma esfera que ainda está em formação.

Se alguém disser que este pode ser realmente o estopim do CS:GO nacional, não terá tanto embasamento, porém, a aplicação vem em um momento especial para o nosso CS. Com a massiva exportação de equipes para o cenário norte-americano e europeu, unido ao enfraquecimento dos torneios brasileiros, o investimento toma forma como nenhum outro feito desde Paulo Velloso com a MIBR.

O pequeno fato desses caras estarem abrindo a carteira para este ramo trás um leque de oportunidades, cabe as demais equipes do cenário aproveitarem suas oportunidades para apresentar portfolio e projetos aos futuros patrocinadores.