Após o rebuliço que a ESL Pro League trouxe ao Brasil, empresas influentes e organizadores de eventos vislumbram boas oportunidades de investimentos nos e-sports e consequentemente no Counter-Strike. O enorme palco montado, com bons números de audiência e o apoio dos fãns, além da cobertura do acontecido por grandes emissoras de televisão foram primordiais para cravar aos ainda desavisados que os esportes eletrônicos tem retorno certo quando bem preparado.

Do ponto de vista nacional e visando um alto investimento na busca de um bom retorno financeiro, ainda existem barreiras a serem transpostas. E são elas que organizações e organizadores precisam nivelar para que ambas trabalhem em prol do crescimento. Essas barreiras travam principalmente os pequenos organizadores, aqueles que pretendem fundar um bom evento mas encontram muitas dificuldades ao longo do percurso.

O círculo de necessidades é fechado e cada lado precisa ceder ao ponto de atrair consumidores para gerar o próprio lucro ou ofertar o seu diferencial para obter investimentos. Nenhuma empresa ou organização fará aplicações e doará o próprio tempo sem retribuição de seu esforço.

Para que uma empresa poderosa patrocine um evento, ela precisa ter divulgação de sua marca e para que essa divulgação aconteça, a organização do evento precisa atrair consumidores, desde a venda de ingressos até a transmissão do torneio. Já os consumidores, comparecerão e assistirão eventos aos quais grandes equipes participarão e estas equipes, na maioria das vezes ministradas pela ABCDE, precisam de uma boa estrutura e premiações adequadas para participarem.

É fato que grandes times solicitarão os mínimos de condições para atuarem e isso não é exigência, é obrigação da organizadora. Cobrar a pontualidade das partidas e do pagamento das premiações é mais do que justo. E essas são as verdadeiras atitudes de uma associação de classes que luta por seus filiados, no caso, as equipes de e-sports.

Se o organizador ainda está começando no ramo e optar por não contar com equipes ilustres, muito provavelmente conseguirá seguir adiante na ideia e seu retorno virá de taxas de inscrição e alguns patrocínios menores, visto que as premiações e condições do torneio custarão menos. Mas se o foco é mesmo atrair um grande público, o caminho é bem mais árduo.

O melhor meio é a boa comunicação. Reuniões com a ABCDE e potenciais empresas patrocinadoras pode desencadear a evolução do projeto. Com todos trabalhando juntos, sendo maleáveis e buscando a evolução do cenário acima de seus próprios objetivos, é possível construir uma união sólida que perpetue e gere lucro a longo prazo a todos os envolvidos.