Nessa semana a ESL abriu mão de suas diretrizes conservadoras em relação às proibições e banimentos de jogadores. Em suma, as novas regras possibilitam que jogadores que foram banidos pela Valve (VAC) tenham a possibilidade de voltar a atuar em grandes torneios, como ESL One, IEM ou ESL Pro League após dois anos do banimento ter sido emitido.

Jogadores como Hovik "KQLY" Tovmassian, Simeon "dream3r" Ganev, Joel "emilio" Mako, Gordon "Sf" Giry e Anil "cLy" Gülec apresentam a forma mais suja da competição em meio ao eSport. Em um ambiente competitivo onde faz-se de tudo para conseguir ser superior aos adversários, usar de artimanhas ilícitas para atingir o objetivo é sem dúvida o maior erro, e um grave crime contra todos que fazem, ou tentam fazer da categoria cada vez maior, atraindo patrocinadores, parcerias e visualização.

Ora, se um banimento VAC para a ESL é “excluso” após dois anos (mesmo a Valve dizendo que é para sempre), então seria o certo deixar com que os jogadores que participaram dos escândalos de apostas há mais de dois anos, também ficassem livres para participar desse tipo de evento.

Reivindicam-se então a livre passagem dos jogadores envolvidos em todos os escândalos, e o cenário retrocede em anos. Anos de profissionalismo que buscamos, que conseguimos.

Caso não deixem os jogadores envolvidos em tal escândalo livres para jogar, então estamos corroborando com a afirmação de que a trapaça máxima dos jogos eletrônicos não é usar de programas para conseguir um desempenho ilícito sob a partida. A gravidade disso é sem igual.

Fica ainda mais complicado se pensarmos pelo lado da ESL. Todo o “totalitarismo” e “centralização” de poder que a empresa parece querer com a WESA, inverte-se por completo com essa nova atualização das regras. Sim, uma entidade reguladora que visa liberar os trapaceiros, seria como o Comitê Olímpico Internacional liberar atletas que usaram doping. Contraditório realmente.

Uma mão na consciência e uma pequena atividade para repensar as regras evitaria todo o péssimo estar que se criou com os novos argumentos.

As opiniões expressas neste texto são de autoria e responsabilidade de Lucas Spricigo.