Em um universo globalizado, usar da internet é só um dos meios de se apresentar para seu público de forma direta. Com o constante surgimento de novas ferramentas, redes sociais e formas diferentes de socializar por meio de um dispositivo virtual, fica fácil mostrar o que deseja, e apresentar sua rotina a um número inimaginável de pessoas.

Os atletas, de esportes tradicionais à eletrônicos, também estão numa constante sinergia com sua imagem. No Counter-Strike, um cenário que até pouco tempo atrás não possuía investimentos suficientes para manter uma periodicidade de eventos, fica impossível mensurar tamanha porcentagem de crescimento em tão pouco tempo. Campeões mundiais são tratados como ídolos, ganham contratos [quase] milionários (se juntar salário, propagandas e premiações) e todos começaram a enxergar esse universo de forma, claramente, monetária.

"Casa nos EUA, amizade com Neymar e Medina, gamer e popstar". A mídia mainstream aprendeu a considerar os cyberatletas (termo que, particularmente, considero esdruxulo) como verdadeiros representantes da nação e ídolos da nova geração. Quem imaginaria que a manchete supracitada, do maior portal de esportes do Brasil, viria cerca de um ano e meio após a comunidade angariar mais de 20 mil reais e ajudar a, desconhecida, equipe brasileira a ir até a Polônia disputar o classificatório para o major de Katowice.

@tacocs @fergodd 🔫💣

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Nesse tempo, o Brasil conquistou dois majors, Gabriel “fallen” Toledo virou garoto propaganda de uma grande marca de periféricos internacional, fundou a própria, fez ações de marketing para diversas outras empresas do ramo. Marcelo “coldzera” David, recebeu das mãos de Michael Phelps (maior campeão Olímpico da história) o prêmio de melhor jogador do ano no eSports, é considerado pela grande maioria o favorito a conquistar o título de melhor jogador de CS:GO do mundo, pela portal HLTV, além de, é claro, ganhar uma homenagem da Valve dentro do próprio jogo, pela incrível jogada durante a MLG Columbus.

Essa imensa galeria de títulos individuais e coletivos fez com que os brasileiros atingissem um público até antes não visto na cena do esporte eletrônico brasileiro, ultrapassando em números até veteranos jogadores de outras categorias que já há muito tempo tentam fazer o mesmo trabalho de marketing, que o quinteto brasuca conseguiu em um ano.

André Akkari, campeão mundial de Pokker. Gabriel Medina, campeão mundial de surfe. Neymar, atualmente o símbolo máximo do esporte mais brasileiro de todos. Juntos na mansão do jogador do Barcelona, ao lado dos jogadores da SK Gaming. A imagem que se produz em apenas um dia de férias junto de nomes como esses, é sem igual, o crescimento que o cenário, mundial como um todo, pode ter é incomensurável.

Os ídolos externos, assim como os de outras gerações, outro núcleo de pessoas, podem fazer com que aja uma mistura diferente. Neymar, por exemplo, por vezes posta fotos jogando CS:GO, e essa aproximação do jogador com o cenário, pode trazer ainda mais público, ainda mais patrocínios e, evidentemente, ainda mais renda.

Com total certeza você já ouviu aquela história de que na Suécia, Patrik “f0rest” Lindberg, Olof "olofmeister" Kajbjer e demais lendas do país são alvos das mais diversas ações de marketing e propagandas de televisão. É um pouco de hipérbole dizer isso, mas com clara certeza os jogadores de lá são tratados como estrelas dentro do país, podendo trazer um bom lucro para qualquer empresa que queira usa-los para algum tipo de merchandising.

É fácil dizer que estamos à um passo de ver propagandas na televisão brasileira protagonizadas por jogadores de eSports.

Não há maneira de afirmar o quanto ainda podemos crescer como público e investimentos nos próximos meses ou anos, mas é certo que nos surpreenderemos ainda mais em 2017.

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