Desde que a Valve implementou os "minors", torneios seletivos regionais que levam as equipes para o classificatório principal do major, algumas discussões se fazem para o sistema de vagas.

Duas vagas para a região do CIS, que engloba os países da ex-União Soviética, é bastante discutível. Não por falta de público ou atenção para aqueles lados, mas sim pela falta de conhecimento e equipes de nível.

Porém, no último classificatório geral do major da ELEAGUE, ficamos pasmos frente a surpreendente campanha da Vega Squadron ao bater o Ninjas in Pyjamas e ficar a apenas uma vitória do torneio de $1 milhão de dólares. Desde lá, equipes russas tem cada vez mais se inserido ao meio competitivo de alto nível, mesmo ainda estando distante de grandes ligas e altas premiações, chegam muito perto de disputar bons torneios.
alt Para o CIS Minor do major de Krakow, não é diferente, temos algumas boas equipes que podem mostrar muito futuramente, além de termos algumas caras que corriqueiramente aparecerão em pouco tempo.

Se deseja acompanhar o torneio, confira todos os horários e cobertura nesse link.

Starix

Dessa vez não é um jovem, mas sim um jogador bastante veterano a citar nos meus artigos, Sergey "starix" Ischuk. Com quase 30 anos e uma imensa bagagem, Starix voltou a ser jogador profissional após ser afastado do cargo de coach do Natus Vincere.

O ucraniano marcou época na lendária organização, mas chegando aos anos derradeiros na line-up ativa, no início de 2015, apresentava um jogo bastante abaixo do nível da equipe, sendo movido então para a posição de treinador. Starix é um dos poucos líderes de dentro do jogo que realmente não fogem das suas funções, algo como por exemplo, Markus "pronax" Wallsten faz com maestria. Porém, a semelhança com o sueco não fica apenas no quesito liderança, ele era e é questionado por sua habilidade individual também.
alt A volta de Starix não contou ainda nem um mês inteiro, então provavelmente o veterano sofra no CIS Minor junto da Spirit, mas é uma bela ocasião para voltar ao alto nível, começando de baixo por um torneio sem grandes equipes, mas que o pode levar para uma seletiva de major contra adversários de longa data.

Cazaquistão

Que o Cazaquistão é hoje, talvez, o país mais emergente ao meio do CS:GO, poucos duvidam. Afinal, a Gambit conta com maioria daquele país, e por vezes aparecem novas caras do país que é um pouco asiático e um pouco russo, não apenas na geografia.

Afinal, o Cazaquistão leva o jeitão solto dos chineses, mas também um pouco da disciplina e estudo tático do Counter Strike russo. Aliados, os dois métodos fazem boas equipes por lá, e acabam trazendo bons jogadores para quase todas as posições.
alt A equipe da Tengri será a representante do país na competição, poucos sabem, mas a organização ainda detém o passe de Abay “HObbit” Khasenov, estrela do país que está em empréstimo na Gambit. Um grande nome para se observar durante o torneio é Ramazan “Ramz1k” Bashizov, jovem de 17 anos que é o grande futuro do Counter Strike no país. O AWP aos poucos vem ganhando espaço na nação de Rustem "mou" Telepov, AWP de grande sucesso do cenário internacional.

Novas Vegas

É, o famoso ditado de antes prevenir do que remediar cabe também ao CIS Minor. Pouca gente previa a Vega Squadron tão bem no último classificatório do major, e a probabilidade de outra pequena equipe surpreender bastante gente para o mesmo de Cracóvia parece cada vez maior, por essas e por outras que é importante ficar de olho para pelo menos estar “anestesiado” de uma possível surpresa.

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